“Minha paciente de 72 anos perguntou: dá pra rejuvenescer sem parecer outra pessoa?”
Regeneração da Pele: o caso da paciente de 72 anos

Uma paciente de 72 anos chegou ao consultório com um pedido que não é sobre mudar a aparência: "eu não quero mudar quem eu sou. Só quero me sentir eu mesma de novo." Esse tipo de pedido não se resolve com creme nem com laser isolado — começa no que sustenta a pele por dentro.
O que sustenta a pele por baixo
A pele funciona como um edifício vivo: quando a base está íntegra, tudo se mantém no lugar. Essa base é formada por colágeno tipo I e III, elastina, fibroblastos, metaloproteinases (MMPs) e tecido adiposo dérmico (dWAT). Quando esses componentes trabalham em conjunto, o resultado é firmeza, elasticidade, volume e luminosidade — o desequilíbrio entre eles é o que aparece como sulcos e flacidez.
Colágeno tipo I e III
O colágeno tipo I dá sustentação e resistência; o tipo III é mais flexível e está associado à elasticidade. Com o envelhecimento, o tipo III diminui primeiro, deixando a pele mais rígida. Por isso, estratégias regenerativas eficazes costumam priorizar reativar o tipo III para devolver elasticidade, e só depois reforçar o tipo I para sustentação duradoura.
Elastina, fibroblastos e MMPs
A elastina permite que a pele estique e volte à posição original — sua produção cai muito após a adolescência, o que torna essencial proteger as fibras já existentes de radiação UV, poluição e inflamação. Os fibroblastos, quando ativos, produzem colágeno, elastina e ácido hialurônico, e podem ser reativados por bioestimuladores e tecnologias como o ultrassom microfocado. Já as metaloproteinases (MMPs) remodelam essas fibras — em equilíbrio, promovem renovação; em excesso, aceleram o envelhecimento.
O caso: regeneração aos 72 anos
Buscando um rejuvenescimento natural, sem mudanças drasticamente visíveis, foi proposto um plano integrado para reorganizar fibras, estimular fibroblastos e preservar elastina, combinando:
- Bioestimuladores de colágeno em pontos estratégicos do rosto
- Ultrassom microfocado, para contração de colágeno e estímulo em camadas mais profundas
- Skinbooster, para hidratação profunda e comunicação celular
- Ajustes de hábitos que protegem o colágeno já existente
O resultado foi melhora visível na firmeza e na qualidade geral da pele, com aspecto natural e harmonioso — preservando a identidade e as características pessoais da paciente.
Como eu penso esse caso
Em pacientes mais velhas, a maior preocupação costuma ser não parecer "outra pessoa". Por isso, o plano prioriza reorganizar o que já existe — colágeno, elastina, fibroblastos — em vez de adicionar volume ou apagar traços. É uma diferença de objetivo que muda toda a escolha de técnica.
O que fazer
Regenerar a pele vai além de tratar rugas isoladas: é devolver estrutura e vitalidade respeitando a biologia e a identidade de cada pessoa. Uma avaliação dermatológica ajuda a entender o que priorizar no seu caso.
Este conteúdo tem caráter educativo e não substitui uma consulta médica presencial. Cada caso deve ser avaliado individualmente pela Dra. Luciana Villas Bôas ou por outro profissional habilitado.
Dra. Luciana Villas Bôas Pereira · CRM-SP 110943 · Especialista em Clínica Médica — RQE 57193 · Especialista em Dermatologia — RQE 67156
Referências
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